Antes dos lockdowns, a abordagem dominante nas aulas consistia em longas exposições, seguidas por períodos curtos de orientações focalizadas e tarefas que os estudantes realizavam sozinhos ou em pequenos grupos.
Os lockdowns expuseram os pontos fracos dessa abordagem pedagógica. Chamadas de vídeo longas provaram-se não apenas ineficazes para a transferência de conhecimento, como também potencialmente prejudiciais ao aprendizado. Uma série de estudos de casos conduzidos pela IBRS, em 2021, observou que os estudantes estavam cada vez mais desmotivados com as sessões de vídeo remotas. Não se tratava apenas de desgaste pelo tempo de tela, mas de um sintoma maior da irrelevância que passaram a ter as abordagens de aprendizado tradicionais.
Por outro lado, durante esse estudo, a IBRS observou diversas instituições de ensino que atingiram altos níveis de engajamento com o aprendizado remoto ao adotarem rigorosamente uma pedagogia com ênfase no aprendizado conduzido pelo estudante. Ainda que as diversas instituições chamassem essa pedagogia por um nome diferente, em geral, a estrutura consistia em:
- Fase de instruções: períodos curtos com instruções, fornecendo no máximo três conceitos-chave.
- Fase autodirigida/de descoberta: os estudantes lançavam mão dos materiais fornecidos pelo educador, bem como exploravam os conceitos com colegas e conduziam suas próprias pesquisas em fontes selecionadas e públicas.
- Fase de mentoria/tutorial: o estudante ou um pequeno grupo interagia com o educador em um diálogo de perguntas e respostas. Os estudantes elaboravam perguntas entre si e com o educador, desafiando o pensamento, buscando novas percepções e obtendo novas perspectivas.
- Fase de síntese/avaliação: os estudantes apresentavam sua nova compreensão, seja por meio de atividades como projetos concluídos, planilhas ou exames formais.